Projetos em Minas e no Rio priorizam minério de maior pureza e expansão logística, mirando competitividade do setor
A estratégia conduzida pelo presidente do Conselho de Administração da Cedro Participações, Lucas Kallas, tem colocado a companhia em uma posição relevante na reconfiguração da mineração no Brasil. A empresa direciona investimentos para elevar a qualidade do minério e ampliar a capacidade de escoamento, em linha com demandas globais por eficiência e menor impacto ambiental.
Entre os projetos está a implantação de uma planta industrial em Mariana, em Minas Gerais, voltada à produção de pellet feed de redução direta. O investimento estimado é de cerca de US$ 700 milhões. A unidade nasce com o objetivo de atender à demanda internacional por insumos de alto teor, essenciais para a produção de aço de menor intensidade de carbono.
O pellet feed se destaca pelos baixos níveis de impurezas e pela alta eficiência metalúrgica. O processo produtivo inclui empilhamento a seco – uma tecnologia que dispensa barragens, além de soluções integradas para escoamento da produção. A iniciativa amplia o papel do Brasil nas cadeias ligadas à transição energética e à siderurgia de baixo carbono.
Essa aposta dialoga com uma mudança estrutural na indústria global. Um relatório da Agência Internacional de Energia aponta que rotas baseadas na redução direta do minério exigem matérias-primas mais puras. O uso desses insumos surge como elemento-chave para reduzir emissões e viabilizar a descarbonização da siderurgia nas próximas décadas.
Na frente logística, a Cedro estruturou um plano de investimentos de R$ 5 bilhões para cinco anos. Um dos destaques é o Porto do Meio, em Itaguaí, no Rio de Janeiro, concebido para ampliar a eficiência operacional e fortalecer o escoamento de cargas.
Em Minas Gerais, a companhia avança na implantação da Ferrovia Serra Azul, de 26,5 quilômetros. A iniciativa pode reduzir o fluxo de caminhões na BR-381, com ganhos em segurança viária e menor emissão de poluentes.
A atuação liderada por Kallas integra mineração, infraestrutura e novos segmentos, com foco na diversificação das operações e no fortalecimento da economia regional. A expectativa inclui geração de receitas, estímulo a cadeias produtivas e aumento da arrecadação.
“Mineração eficiente hoje exige precisão na produção e inteligência no escoamento. Não existe mais espaço para operar isoladamente”, afirma Kallas.

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